Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

HACKER OU CRACKER – OS ANTI-HERÓIS


Da ficção à realidade: Chegou o sexto poder?
Fim da privacidade. Sorria, você está sendo filmado!


É um indivíduo que se dedica, com intensidade incomum, a conhecer e modificar os aspectos mais internos de dispositivos, programas, e redes de computadores. Com esses conhecimentos, um hacker, frequentemente, consegue obter soluções e efeitos extraordinários. 

Podem mesmo se encaixar no estereótipo de “nerd” ou “geek”. Suas motivações são muito variadas, incluindo curiosidade, necessidade profissional, vaidade, espírito competitivo, patriotismo, ativismo ou mesmo crime. 

Os hackers que usam seu conhecimento para fins ilegais ou prejudiciais são chamados crackers. Os crackers são pessoas aficionadas por informática que utilizam seu grande conhecimento na área para quebrar códigos de segurança, senhas de acesso a redes e códigos de programas com fins criminosos. Em alguns casos, o termo “Pirata Virtual” é usado como sinônimo para cracker. 

E quanto custa um hacker? Bons salários das grandes empresas. O mercado de trabalho está se abrindo muito rapidamente para esses profissionais, a fim de se protegerem de atos ilegais e de invasão de privacidade pessoal e profissional, principalmente no campo financeiro. 

A sociedade internacional está acordando. A privacidade pessoal também está indo para o brejo. Madame Bovary, o romance dos romances, escrito pelo francês, Gustave Flaubert, voltou à moda. Madame burguesa virou o quê? Nas alcovas dos motéis há câmeras e olho vivo. E “sorriam, que a senhora e o senhor estão sendo filmados”! Em qualquer lugar que forem ou ficarem. 

Os grandes aglomerados colocam catracas nas entradas dos prédios e edifícios residenciais, câmeras para controle, portarias informatizadas, mas nada disso supera a ação dos hackers, que têm “olheiros” que mandam fotos imediatas e documentação completa do que interessar possa. São remunerados por esse fino trabalho. 

Os pecados mortais são analisados não mais por São Pedro. Ficam com os olheiros que distribuem fotos e informações a preço de ouro. A beleza da foto não é o fundamental. Vale quanto representa em posição social ou econômica. 

Há uma crença de que um hacker mata o outro. Um hacker mata o outro? Prendem-se dois hackers numa jaula. No dia seguinte a jaula está vazia. Que aconteceu? A interpretação é inevitável: um matou um e o outro matou o outro. Antropofagia? Saem abraçados e invisíveis. Onde você pensa que vai ou que foi? Seus passos estão marcados na poeira do espaço. Nada escapa. Seus gestos, seu sorriso, seu suspiro, seu perfume.

Mas, da mesma forma que essas tecnologias trazem inovação e valor ao negócio, carregam riscos, apresentados no Controle Absoluto. São algorítimos criados para escolher e decidir  por você.  Há olheiros em todos os guetos, nas ruas, portarias, clubes e até nas festinhas de aniversários de crianças. Estações, agrupamentos de qualquer natureza. Nas sacristias das igrejas, nas salas de aulas, nos consultórios médicos, nas padarias, nos supermercados, nas farmácias. Onde estiver haverá um olho biônico em suas costas, te seguindo como uma sombra invisível. Nos tribunais, o bicho pega. Não adianta dizer que não sabia, porque, mesmo no vento, a imagem não apaga. Quer mais? Acredita? Não adianta vestir o casaco de invisibilidade porque ele mesmo faz a denúncia. 


O próximo ataque pode acontecer em minutos, e não será um filme de ficção. Os usuários são móveis. 




sábado, 29 de setembro de 2018

OS LIVROS


Os livros são os veículos que transportam as informações e o conhecimento da humanidade, através dos séculos. Portanto, inegavelmente, são impulsores do desenvolvimento humano.


Uma reverência imediata a Johannes Gutemberg (1398 - 1468), em reconhecimento pelo invento da prensa, por volta de 1450, na Alemanha. Daí pra cá, o mundo vem se transformando rapidamente. Agora, transformando dia a dia, tão rápidas são essas mudanças. 
Por mais assustador que possa parecer, esse livro está na mira do desenvolvimento tecnológico do século 21. Que fazer? Aguardar? O tempo, neste século, acabou. Tempo subdividido, fragmentado em tantas motivações diferentes que não há um minuto pra mais nada. Tudo correria. Nada de ficar parado, sentado. Se dormir no ponto, a carruagem passa e vai embora. Alcançá-la vai ser difícil. Tantas coisas para ver, ouvir, atualizar, aprender, modificar. E deletar e reaprender. São modificações repentinas. Algumas, inacreditáveis. 
Não se escolhem vítimas. Jovens e adultos estão no mesmo barco. Os jovens se misturam no seu mundo de novidades, mas os adultos sofrem os maiores impactos. Têm que jogar fora, têm que descartar conceitos, hábitos, informações a cada momento. Tão apegados a isso que os faz sofrer ao resistir. Adaptação somente a ferro e fogo, tudo pela sobrevivência. Ao negar, serão relegados.

E como ficam os livros? 

Há tentativas de salvamento, prevenindo-se uma derrocada fatal. Ainda se pensa que a humanidade não sobrevive sem eles. Existem centenas de eventos com o incentivo à leitura e ao livro. Encontros, seminários, feiras e bienais. 
A educação hoje é centrada em livros. Entretanto, o poder do mundo econômico e a luta pelo lucro têm colocado as editoras, as fábricas dos livros, numa encruzilhada. Isso, em controvérsia, tem feito uma derrocada na educação. O maior mercado livreiro é realmente centrado no livro didático para os estudantes do ensino fundamental. Por isso, a carga de marketing caiu sobre os jovens. O reflexo atinge os pais ou o governo financiador. Os empresários do setor editorial acharam a mina.
Os atuais livros didáticos, mesmo aprovados e distribuídos pelo Ministério da Educação, estão merecendo considerações especiais. Apresentam deficiências generalizadas, principalmente quanto a aspectos formais. Pesadões, disformes, inaproveitáveis. Parece pouco, mas as mochilas dos estudantes são cargas inacreditáveis. Ninguém pensou nisso? Em síntese, parece que o estudante é um burro de carga. Conteúdo? Sem comentar detalhadamente, estão envolvidos em quadros de cores diversificadas, supondo-se que essas formas coloridas são a modernidade. Triste engano. Páginas abarrotadas de informações que não dão descanso ou alívio ao estudante. Tem pai que é cego e nada vê e nada reclama. Há diretores de estabelecimentos que participam ou se envolvem e professores indefesos. Finalmente, o IDEB (Índice de desenvolvimento do ensino básico) no Brasil vai continuar rastejante. Mesmo para a leitura e para as contas. O estudante do ensino público não passa da primeira página. E os estudantes amam os seus livros ou estão preferindo o mestre Google? Ou o whatsapp? Tão competentes e serviçais. Disponíveis a qualquer hora do dia ou da noite.
Assim, com tantos algozes, como tirar o livro da mira do desenvolvimento tecnológico? As editoras, também, por sua vez, estão indo com muita sede ao pote. 

domingo, 22 de julho de 2018

O LIVRO IMPRESSO


Desde Gutemberg (1398 – 1468), que lançou a prensa àquele mundo moderno, os livros tornaram-se os veículos transportadores de conhecimentos e de informações, através dos tempos. Tanto a humanidade se transformou desde essa época! Mas, esse próprio instrumento vem sendo ameaçado de morte. 

A prensa de Gutemberg, na época, poderia ser comparada com uma impressora a laser de última geração, disse-o Bill Gates, (1955). Por meio dela, o conhecimento e a tecnologia vieram se acumulando e arquivando informações capazes de chegar a modelos que revolucionariam a própria humanidade. Fatalidade – neste século 21, o livro descobriu que está em fase de perda de poder e em fase de transformação.  
O desenvolvimento da tecnologia de informação e comunicação (TIC´s) tomou conta de todo processo. O que é mais acintoso é a suplantação, em técnica de guerra, sem nenhum preceito de condescendência ou de piedade. A tecnologia nem pede licença. Arrasa, destrói, pede passagem e ainda se vangloria. Hoje, o texto integral de um livro pode estar contido num pequeno pendrive, menor do que uma caixa de palitos. Um livro inteiro? Não só um livro. Uma livraria ou uma biblioteca. Pode ser enfiado num simples notebook, que pode ser carregado debaixo do braço, transporta uma biblioteca, para onde quiser. Ou, até mesmo, com seu pequeno smartphone. E tudo isso não é mais novidade nenhuma. Dessa forma, um leitor pode ler Tolstoi completo enquanto passeia de barco no Pantanal.  Além disso, um empresário pode estar administrando sua empresa ou investindo em ações da bolsa de qualquer parte do mundo, mesmo estando dentro de um barco, pescando nesse mesmo Pantanal brasileiro ou caçando leões na África. 
Para que carregar um livro apenas? 
E para onde irão as famosas enciclopédias? Para o museu, possivelmente, e a nova ganhou espaço, transformou-se na Wikipedia, ganhou espaço. E as bibliotecas? Para ambientes adaptados a outras atividades, ainda não definidas, ou virou o Google? E bibliotecários? Desempregados ou aposentados. A salvação pode vir pela transformação em novos modelos de uso e de aproveitamento. 
Estima-se que, em breve, o incalculável acervo cultural da humanidade pode caber num num simples chip, e ainda sobrar espaço.  E como acessar? Um simples toque de dedo. 
Os livros podem chorar, mas os leitores assistem a tudo e aplaudem. Triste destino nesse final de vida. Como reagir? 
E como ficam os leitores? Eles estão encontrando tantos formatos, com abrangência pode se dizer infinita, que não vão ter mais tempo para tudo. Os leitores hoje são dominados pela avidez. Querem tudo e rápido. Quando não conseguem o que querem em uma fração de segundos, passam para outra forma de procura. A impaciência é uma das características desse novo leitor. 
E quando essa época vai chegar? Já chegou! E continua avançando e mudando a cada dia. O que se faz hoje amanhã será diferente. E o que se aprende hoje não serve para amanhã. Os aparelhos ficam obsoletos de um dia para o outro. Vão para o lixo ou para os museus. 
Memorizar é algo dos séculos anteriores. Hoje, é apenas transformar. Nada é para sempre. Nem para amanhã. E nem existe apego a sua máquina. Vem uma nova e a velha é descartada impiedosamente. As crianças de hoje já nascem apertando botões. Os idosos se escondem com medo dessas máquinas, como se fossem mortíferas. 
A grande tese da humanidade, neste século, é adaptação. Quem não se adapta desaparece, sem dó nem piedade.






segunda-feira, 9 de abril de 2018

SONETOS MORTÍFEROS



A tecnologia não pede licença e passa por cima até dos tratores.
A crueldade das inovações tecnológicas não pede passagem e arrasa o que estiver pela frente.
Entre na roda ou saia da frente.




A MARCHA DO PROGRESSO

Ninguém segura a marcha do progresso
Tudo aquilo que hoje está sendo feito
Será feito amanhã de outro jeito
Diferente será e com mais sucesso.

E no dia que um ser humano nasce
Tão logo ele casa-se com a mudança
Pode ser que não haja uma festança
Mas um pacto firme com ela faz-se.

Dizer que tem quinze anos de experiência
Ou um ano quinze vezes repetido
Será um trampolim para a competência?

Ou espelho retrovisor embutido
Que ilumina pra trás na decadência?
Fracassa em busca do tempo perdido.




AS VONTADES

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Camões falou e pôs dedicatória
Seu vaticínio vem rolando a história
E essas palavras parecem maldades.

Vem o século do obsoletismo
Traz as verdades pra fora de moda
Lança, usa, aproveita e gira a roda
Nada é para sempre, nem fanatismo.

Tapete mágico, conto de fadas
No alto o vento, e a chuva a vista embaça
Um sonho distante, mente estagnada.

Impedir a mudança virou desgraça
Nada resiste a força da manada
Os cães ladram e a carruagem passa.

sábado, 18 de abril de 2015

A TECNOLOGIA NA TERCEIRA IDADE


A terceira idade vem agarrada na cauda das ondas violentas da tecnologia e se arrasta como pode. Dominar é preciso.

Nós é que somos felizes porque vivemos nesses tempos modernos – Virgílio (70 – 19 a.C.)
Entrar nessa carruagem tem um custo muito alto. Tem que pagar em sacrifícios dia e noite. Passar na frente é a meta, mas a rabeira é garantida, mesmo que seja no arrastão. Fazer o quê? Quando acaba de dominar uma técnica, ela já foi superada. É descartada, ou melhor, é jogada fora, esquecida. Há coisas mais novas. Recomeçar agora mesmo. Ainda vai dar tempo? As luzes estão apagando, a musculatura se afrouxa, a vontade definha. Tombar no meio da estrada? E a turba passa. O passado fica na memória. O tempo passou pela tela. Time is gone. Take over!!!

Sócrates, na Grécia antiga, e d.Pedro I, no Brasil, viveram em condições semelhantes, nada mudava. Séculos e séculos. A maior velocidade da comunicação era feita com a ajuda do cavalo. Poder escravo. Não tinham água encanada e nem os benefícios da eletricidade. E as condições sanitárias? E a saúde? A alimentação? E o lazer? Mesmo assim, Virgílio, poeta romano da época anterior a Cristo, estava feliz... “nós é que somos felizes porque vivemos nestes tempos modernos.” Nada mudava.
Infelizmente não se pode repetir essa locução, porque sabe-se da precariedade das mágicas da tecnologia que chegam a toda hora. Ela é uma deusa maravilhosamente bela e alvissareira, mas é também uma deusa sádica, impetuosa, ousada e impertinente. É adorada, venerada, inconsequente veloz e, sobretudo, temida.
A humanidade vivia tranquila, até quando o alemão, Gutemberg, (1398 – 1469) em 1439, botou uma prensa nas mãos do povo. Editou uma Bíblia. Essas bíblias sempre foram manuscritas, copiadas pelos monges. Um monge demorava mais de um ano, trabalhando em tempo integral, para copiar um exemplar. Existiam nessa época por volta de 18 a 20 exemplares, rodando pelo mundo. Com o uso frequente, vinha o desgaste e perdiam-se páginas ou se desgatavam ou se derretiam. Agora, uma Bíblia pode ser impressa sem erros, um curto espaço de tempo. E o povo teve conhecimento completo desse livro sagrado. Para Bill Gates, a prensa de Gutemberg representou, para a época, uma impressora a laser de alta definição. Logo após, o mundo mudou, ainda mais, com a impressão das enciclopédias. O povo estava agora sabendo de tudo que era preservado aos reis e aos deuses. Daí para frente, tudo foi mudando muito rapidamente.
A seguir, a locomotiva ganhou em velocidade e em força do cavalo, por volta de 1830. O telégrafo e o telefone...A eletricidade deslumbrou a humanidade, considerada responsável pelas aplicações desenfreadas. Transmitia-se a voz pelas ondas magnéticas, pelo ar. A aviação tornou o mundo pequeno. A comunicação pela televisão. A informática escancarou as janelas e as portas do conhecimento. O mistério que ronda dentro do ar, da atmosfera, invisível e carregada de eletricidade é devassado. Nunca mais pode-se repetir Virgílio. Ninguém poderá repetir. Mudanças atrás de mudanças. Umas sobrepondo-se a outras. E a informática envolveu todas as atividades humanas. Chegou de repente, sem fazer barulho e dominou o mundo com os seus tentáculos, invadindo a vida dos seres humanos. Foi longe ou melhor, está indo longe demais. Um fato é hoje verdadeiro, e pode não ser amanhã. Se uma pessoa continua fazendo uma coisa qualquer como sempre fazia, estará, provavelmente, fazendo por um processo ultrapassado. A tecnologia não tem piedade, não tem hora nem lugar. Ela chega, ocupa seu espaço, e destrói tudo que estiver por perto. E o ser humano fica atônito, endoidecido, atordoado. Como viver ou sobreviver dentro dessas mudanças inesperadas que chegam em vendaval, desaparecem e ressurgem logo em seguida com outras roupagens mais modernosas. Uma empurrando a outra. Não fica pedra sobre pedra.
A década de 1960 é considerada um marco na história das tecnologias avassaladoras. Dia a dia, hora a hora, há uma mudança que aparece no ar. Pesquisadores estão em ação, criando novos paradigmas, novas soluções para os velhos problemas, com objetividade espantosa. O impossível deixa de ser impossível. Impossível é, para um ser humano acompanhar essas mudanças de forma integral. Os que nasceram depois da década de sessenta estão se adaptando às novas condições tecnológicas. E as pessoas mais idosas? Alguns seguem correndo atrás, arrastados com energia debilitada. Outros sentam-se à beira do caminho e a tecnologia passa em disparada. Os mais jovens, quanto mais jovens, embarcam nas modernidades tecnológicas e sugam o quanto podem. As crianças nascem apertando botões. Acreditam que o que estão aprendendo não é para sempre. Será descartado logo a seguir. Os antigos odeiam mudanças, como perfil do século 21.
Aprende-se hoje, descarta-se até hoje mesmo. Como? Não pode ser. Já mudou isso outra vez? Minha máquina está ultrapassada? Paguei uma nota por ela. Quanto ela vale hoje? Nada? Ninguém quer comprar um aparelho ultrapassado. Há coisas novas e melhores no mercado. E cada vez mais baratas. Santo Deus!!! Comprar outra máquina? Reaprender tudo outra vez? Descartar tudo? E os jovens dominadores investem tudo para acompanhar com interesse, essas tantas novidades tecnológicas. Que há de novo? É a grande preocupação das novas gerações. Nada do velho ou do obsoleto. Os jovens aguardam ansiosos as novidades da técnica em suas janelas e querem se incorporar a elas o mais rápido possível.
Eis a questão para os idosos! Ou joga-se tudo fora ou passa-se a ser uma pessoa superada tecnicamente. E os conceitos arraigados? Corta essa, cara!... Isso é do tempo antigo. Ninguém mais acredita em fantasmas, em assombração. E os conceitos de saúde, alimentação, lazer? Tudo mudou. Ou melhor, está mudando. Algumas atividades profissionais desaparecem. Outras surgem e se desenvolvem, crescem a cada dia. O celular é uma mágica que o povo assimilou, e não sobrevive sem ela. Qualquer pessoa é localizada num segundo, onde estiver. E as fotos? E a gravação da voz num apertar de botões. Ninguém mais pode se esconder. Uma pessoa pode estar pescando no Araguaia e jogando na bolsa de valores de New York. Tudo virou brincadeira.
Troisième âge – Na França planejaram uma atividade didática para as pessoas idosas, com essa denominação. E essa denominação, TERCEIRA IDADE, colou para designar pessoas com mais de 65 anos de idade. Depois, surgiram eufemismos, abrandamento de termos: melhor idade, feliz idade, etc.
A terceira idade, fruto da própria ação das tecnologias, pelo aumento da qualidade de vida, pela sobrevivência, pela longevidade, tenta agrupar-se, ajustar-se, sobreviver dentro das mudanças que surgem a cada dia. As pessoas idosas desejam aprender uma técnica e sobreviver com ela para sempre.
E a população brasileira da terceira idade vem subindo no cenário demográfico. Segundo IBGE, relatório de 2010, é de 7,4% da população. Em 1991, era de 4,8%. Passou para 5,9% em 2000. No ano de 2010 eram, pois, 14.8 milhões de pessoas. E o perfil dessas pessoas mudou rapidamente, com o uso de telefones celulares, computadores, notebooks, smartphones, tablets e a própria internet. Tais mudanças não se deram por vontade própria, mas impulsionadas pela necessidade de aceitar a invasão tecnológica. Ou adaptar ou ficar alijado da vida em sociedade. Claro está que não concorrem com a turma jovem ou com as crianças que nascem apertando botões. 
Entretanto, essas pessoas têm experiência acumulada, sabedoria adquirida na vida do trabalho em vantagem imediata sobre os mais jovens. Sentem dificuldade nos caixas eletrônicos dos bancos, mas perdem a timidez e pedem auxílio. Sobrevivem no mundo novo, como se fossem bibliotecas livres de histórias de experiências de vida. Mesmo assim, sofrem profundamente no processo de adaptação, eliminando o medo da máquina..
Cumpre a essa mesma tecnologia valorizar e aproveitar as experiências humanas que ela mesma produziu. Valorizar postos de trabalho para idosos. Essa população não pode ser alijada do mercado de trabalho e ficar no mundo apenas “cumprindo tabela.” A previsão é de que, em 2040, essa população possa atingir a 15,4% da humanidade. Que fazer?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...