Da ficção à realidade: Chegou o sexto poder?
Fim da privacidade. Sorria, você está sendo filmado!
É um indivíduo que se dedica, com intensidade incomum, a conhecer e modificar os aspectos mais internos de dispositivos, programas, e redes de computadores. Com esses conhecimentos, um hacker, frequentemente, consegue obter soluções e efeitos extraordinários.
Podem mesmo se encaixar no estereótipo de “nerd” ou “geek”. Suas motivações são muito variadas, incluindo curiosidade, necessidade profissional, vaidade, espírito competitivo, patriotismo, ativismo ou mesmo crime.
Os hackers que usam seu conhecimento para fins ilegais ou prejudiciais são chamados crackers. Os crackers são pessoas aficionadas por informática que utilizam seu grande conhecimento na área para quebrar códigos de segurança, senhas de acesso a redes e códigos de programas com fins criminosos. Em alguns casos, o termo “Pirata Virtual” é usado como sinônimo para cracker.
E quanto custa um hacker? Bons salários das grandes empresas. O mercado de trabalho está se abrindo muito rapidamente para esses profissionais, a fim de se protegerem de atos ilegais e de invasão de privacidade pessoal e profissional, principalmente no campo financeiro.
A sociedade internacional está acordando. A privacidade pessoal também está indo para o brejo. Madame Bovary, o romance dos romances, escrito pelo francês, Gustave Flaubert, voltou à moda. Madame burguesa virou o quê? Nas alcovas dos motéis há câmeras e olho vivo. E “sorriam, que a senhora e o senhor estão sendo filmados”! Em qualquer lugar que forem ou ficarem.
Os grandes aglomerados colocam catracas nas entradas dos prédios e edifícios residenciais, câmeras para controle, portarias informatizadas, mas nada disso supera a ação dos hackers, que têm “olheiros” que mandam fotos imediatas e documentação completa do que interessar possa. São remunerados por esse fino trabalho.
Os pecados mortais são analisados não mais por São Pedro. Ficam com os olheiros que distribuem fotos e informações a preço de ouro. A beleza da foto não é o fundamental. Vale quanto representa em posição social ou econômica.
Há uma crença de que um hacker mata o outro. Um hacker mata o outro? Prendem-se dois hackers numa jaula. No dia seguinte a jaula está vazia. Que aconteceu? A interpretação é inevitável: um matou um e o outro matou o outro. Antropofagia? Saem abraçados e invisíveis. Onde você pensa que vai ou que foi? Seus passos estão marcados na poeira do espaço. Nada escapa. Seus gestos, seu sorriso, seu suspiro, seu perfume.
Mas, da mesma forma que essas tecnologias trazem inovação e valor ao negócio, carregam riscos, apresentados no Controle Absoluto. São algorítimos criados para escolher e decidir por você. Há olheiros em todos os guetos, nas ruas, portarias, clubes e até nas festinhas de aniversários de crianças. Estações, agrupamentos de qualquer natureza. Nas sacristias das igrejas, nas salas de aulas, nos consultórios médicos, nas padarias, nos supermercados, nas farmácias. Onde estiver haverá um olho biônico em suas costas, te seguindo como uma sombra invisível. Nos tribunais, o bicho pega. Não adianta dizer que não sabia, porque, mesmo no vento, a imagem não apaga. Quer mais? Acredita? Não adianta vestir o casaco de invisibilidade porque ele mesmo faz a denúncia.
O próximo ataque pode acontecer em minutos, e não será um filme de ficção. Os usuários são móveis.

