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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

CRÍTICA LITERÁRIA

MACHADO, Santiago, Silviano. Cia das Letras, 1ª Ed. 418 pag. São Paulo, 2016. 



O romance do Silviano Santiago foi tão premiado pelos jabutis da vida e tão referendado que eu, como mineiro, me vangloriei em princípio. 

Tanto falaram dele, em páginas inteiras publicadas no jornal Estado de Minas que a obra vem alcançando outras tantas referências elogiosas. Esses jornalistas recomendam e vasculham a obra do autor. Falam de Stela Manhattan e Machado, principalmente entre os seus 90 outros. 

Os jornalistas afirmaram que leram e avaliaram tão bem esses livros que eu fui logo à livraria garantir os meus exemplares, antes que se esgotassem. 

Em primeiro lugar, fui me extasiar com o Stella Manhattan. Infelizmente, o assunto não me garantiu chegar ao final. Queria tanto estudar mesmo o romance Machado. 

Minha expectativa ao pegar livro do nosso mineiro Silviano era conhecer alguns aspetos emocionantes da vida de Machado de Assis. Tentei me controlar para fazer uma leitura da maneira que fazia quando lia Jorge Amado. 

As primeiras páginas foram me colocando numa realidade que não imaginava. Fui indo e vi que não estava saindo do lugar. Peguei um bonde e o bonde não ia nem vinha. Que faltava? 

No emaranhado da esquizofrenia literária, resolvi consultar o Dicionário da Medicina Popular, muito recomendado no livro e garantido nos meados do século 19. 

Por ele, graças ao bom Deus, aprendi a diagnosticar, sem medo de errar, todos os sintomas da epilepsia. Valeu tanto que fiquei na página 56, sem precisar de chegar ao fim do livro, porque não tinha mais necessidade. 

Valeu e garantiu o retorno do meu investimento. Apenas me ficou na mente um resíduo do soneto do Machado: “teria mudado a literatura ou mudei eu?”


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