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segunda-feira, 18 de maio de 2020

BIOTIPOS DA PESQUISA DE SHELDON


WILLIAN H. SHELDON (1989 – 1977) 
Escola biotipológica Americana 
The varieties of human physique (1940) 


É responsável por uma pesquisa, envolvendo somatotipologia que abrange cerca de 5.000 pessoas. Associou os tipos físicos ao temperamento. Definiu três componentes primários no corpo humano que estão presentes em quaisquer indivíduo, vindos como capas embrionárias da fase gástrula: endoderma, mesoderma e ectoderma. A quantificação de cada componente varia de indivíduos, e define a estrutura morfológica e o somatotipo. (Athas of the man – 1954).
Aplica-se uma escala de sete pontos para cada tipo, na variação de 1 a 7. Na ordem de viscerotonia, mesomorfia e extomorfia. Assim, um individuo com viscerononia extrema seria classificado com 7-1-1 (nunca zero) O mesomorfo extremo seria 1-7-1 e o ectomormo seria 1-1-7. O tipo 4-4-4 seria mediano... Já 6-3-2, tem predominância viscerotônica. Com isso, cria-se uma variedade de tipo. Essa classificação pode ser próxima da população mundial masculina, além de outras medidas complementares e aplicação de testes psicológicos de personalidade. Não tem relação com habilidades intelectuais (Obs. A pesquisa utilizou 3 fotos de indivíduos, sem roupa, de frente, de perfil e de costas e houve reação no meio universitário onde foi realizada a pesquisa e a parte feminina teve que ser desprezada, portanto, a pesquisa refere-se a indivíduos masculinos.) 

Os sonetos são criados para homenagear cada biotipo extremo. 

GORDO (viscerotônico 7-1-1 extremo) 

Gordo se ajeita no sofá da sala 
Almofadas, conforto, tradição 
Bom de garfo, só pensa num bom feijão 
Na bondade, só ele mesmo fala. 

Muito emotivo, ele sempre chora 
Abre o coração sem maior pudor 
Para qualquer um, seja lá quem for 
E as mágoas ele afasta na hora. 

Quando os momentos de conflitos chegam 
Quando vê que é perdida a energia 
Busca amigos e todos se congregam. 

Sofre tanto se encontrar nostalgia 
Não quer ficar só se as lágrimas brotam 
Curte bem a viscerotonia 


20 traços de comportamento dos viscerotônicos 

1 Relaxamento de postura e de movimentos 
2 Gosto de comodidade e de conforto 
3 Tempo de reação lento 
4 Prazer na alimentação 
5 Sociabilidade no ato de comer 
6 Prazer na digestão 
7 Tendência às formas cerimoniais e de cortesia 
8 Sociofilia 
9 Amabilidade indiscriminada 
10 Desejo de afeto e de aprovação 
11 Orientado para pessoas 
12 Emotivo e pouco controle emocional 
13 Tolerância 
14 Bom humor, satisfação em conviver 
15 Sono profundo 
16 Solidariedade, bondade, disponibilidade 
17 Extroversão 
18 Relaxamento ao álcool e às drogas 
19 Necessidade de companhia nos momentos conflitivos 
20 Gosto do convívio familiar e de crianças 


O MUSCULOSO (Somatotônico 1-7-1) 

Musculoso bate a cara no muro 
Sem pensar, toma qualquer decisão 
Julga importante a realização 
Faz tudo pelo caminho mais duro. 

A força, a valentia, a aventura 
Os jogos de azar e de disputar 
E tudo que ele faz só quer ganhar 
Rebate e desaforo não atura. 

Quando chega uma louca nostalgia 
Procura alguma coisa pra fazer 
Mexe e remexe gastando energia. 

Vive produzindo e nada perder 
Curte bem a tal somatotonia 
Carrega pedras pra poder viver 


20 traços de comportamento dos somatotônicos 

1 Postura e movimentos rígidos 
2 Gosto pela aventura física 
3 Dotado de energia física 
5 Desejo de dominar e ter poder 
6 Gosto pelo risco e pelo azar 
7 atitudes ousadas 
8 Valor físico para o combate 
9 Agressividade combativa 
10 Insensibilidade psicológica 
11 Claustrofobia 
12 Impulsividade 
13 Descontrole vocal 
14 Indiferença espartana à dor 
15 Barulhento 
16 Aspecto de excessiva maturidade 
17 Extroversão agressiva 
18 Agressividade a coordenações e comandos 
19 Necessidade de ação nos momentos de conflitos 
20 Orientado para atividades juvenis 


O MAGRO (Ectomorfo ou 1-1-7) 

Procura o isolamento na sua toca 
Encontra a paz no silêncio ambiental 
Analista, cria força mental 
Critérios e valores coloca. 

Não pense em bom relacionamento 
Pode parecer que seja nervoso 
Embora traga o coração bondoso 
Tudo percebe e fica ciumento. 

À flor da pele, a sensibilidade 
Ágil no raciocínio imediato 
Gosta de resistir à realidade. 

No seu recanto ele quer de fato 
Ser cerebrotônico de verdade 
Nos seus conflitos fica só e grato. 



20 traços de comportamento do cerebrotônico

1 Postura e movimentos contidos 
2 Respostas tímidas 
3 Reações rápidas 
4 Tendência à intimidade 
5 Supersensibilidade mental 
6 Reserva de sentimentos 
7 Mobilidade dos olhos e do rosto 
8 Sociofobia 
9 Inibição no trato social 
10 Resistência a hábitos e a rotinas 
11 Agorafobia 
12 Atitudes imprevisíveis 
13 Repressão ao ruído, voz baixa 
14 hipersensibilidade à dor 
15 Fadiga crônica, hábitos de sonhos 
16 Modos e aspectos mais juvenis 
17 Introversão 
18 Resistente ao álcool e à droga 
19 Necessidade de solidão nos conflitos 
20 Preocupação com o futuro e etapas posteriores. 

  


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

SEMIÓTICA – O CORPO TAMBÉM FALA


A natureza fala um idioma universal – e o ser humano reflete sua comunicação imediata  pelo seu próprio corpo. Um outro capítulo da Semiótica, não reverenciado por Ferdinand Saussure (1857 – 1913) ou Charles Sanders Peirse (1839 – 1914).


Tantos pesquisadores investiram tempo e esforço para relacionar o corpo com o temperamento, desde Hipócrates. Finalmente kretschmer (1888-1964) e mais recentemente, William Sheldon (1898 – 1977), apresentaram grandes contribuições para desvendar os mistérios do corpo.
Na metodologia científica, A GRANDE PESQUISA DE SHELDON  envolveu 4.000 estudantes e professores de diversas universidades americanas, na década de 1950. Foram feitas três fotografias de cada pessoa, de frente, de perfil e de costas, nuas, colocando-se quadros medidores ao fundo. Foram 17 medidas por pessoa ao todo. Realizaram-se, ainda, entrevistas e foram aplicados testes psicológicos. Constataram-se três tipos físicos básicos:

  1. os endomorfos, isto é, os mais gordos, com predominância de vísceras e gorduras.
  2. os mesomormos, os mais musculosos, forte ossificação, ombros largos e grande caixa toráxica.
  3. e os ectomorfos, os mais magros, com predominância de peles e nervos. 
Uma constatação surpreendente: não havia nenhum desses tipos totalmente puros, isto é, não havia um endomormo sem musculatura e ossificação e nervos. Não havia nenhum mesomorfo, somente de músculos e nenhum ectomorfo somente de peles e ossos. Eis a questão. Passou-se então a dar notas de 1 a 7 para cada componente determinado. 
Assim, uma pessoa poderia ter a caracterização de 7-1-1 de endomorfia, ou 1-7-1 de mesomorfia máximo ou 1-1-7 de ectomorfia. Casos extremos. Entretanto, os tipos físicos assumiam caraterísticas diferenciadas. Assim, um indivíduo poderia ter a classificação 3–3-4 ou 3-6-3 dentro da ordem estabelecida para cada componente. E houve consequentemente, grande variedade de tipos físicos. Separaram-se os resultados psicológicos por grupos de acordo com as medidas, com a predominância física. Aqueles que eram predominantemente :

  1. Endomorfos seriam os viscerotônicos.
  2. Mesomorfos seriam os somatotônicos.
  3. Ectomorfos seriam os cerebrotônicos.
Um grande trabalho apresentou-se pela frente para conclusão do estudo, devido a grande quantidade de grupos.
Nota - Na ocasião, com as fotografias de pessoas nuas dispostas para estudo dos pesquisadores, houve uma turbulência social nas universidades pesquisadas com manifestação de oposição natural por comentários surgidos. Consequência: as fotos para  pesquisa feitas com as pessoas de sexo feminino tiveram que ser incineradas. Assim, a pesquisa apresentou resultados apenas para pessoas do sexo masculino.
Cada tipo poderia ter a nota somatória máxima de 12. Houve casos especiais de displasia, (vários modelos), gianandromia (característica de sexo oposto) e hirsutismo (pelos). 
A maior importância da pesquisa foi a associação de características de comportamento com os tipos físicos predominantes. Foram constatadas semelhanças de temperamento por grupos físicos. Um grande mérito da pesquisa foi estudar pessoas com saúde física e mental. Foram definidos centenas de grupos, de acordo com as notas obtidas dentro das caracterizações psicológicas de temperamento. Na época, Gagarim, o russo que foi à Lua, teve 4-4-4. Um bom biotipo? Talvez, nem tanto. Significa conflito por forças antagônicas, interagindo no comportamento. Assim, um indivíduo com classificação de  3-4-4 poderá ser pessoa agressiva e tímida. Portanto, talvez, perigosa.
Entretanto, de acordo com a classificação predominante, seguindo-se a ordem numérica fixa, com traços de comportamento assemelhados, tem-se: 




7-1-1 – Viscerotônicos 

Gosto pelo conforto/ relaxamento / prazer na alimentação/ sono profundo/ sociabilidade/  necessidade de aprovação social/ cooperativo/ emocional/ chora com facilidade/ generoso/ humanitário/ necessidade de comunicação ou de falar nos momentos conflitivos.
 




1-7-1 Somatotônicos 


Postura firme / características enérgicas/ franqueza / agressividade / gosto pelas aventuras / gosto pelo jogo de modo geral / desafiador / fala desembaraçada/ aparência de mais idade/ necessidade de movimentação nos momentos aflitivos.






    

1-1-7 Cerebrotônicos 

Postura contida/ retraído/ restrição da fala/ voz baixa/ nervoso/ inibição/ dificuldade no sono/ gosto pela solidão/ privacidade/ necessidade de isolamento nos momentos conflitivos.










Observação: estes são tipos extremos. Verifica-se grande variação em cada tipo predominante.              
Consequências – Na época, havia estudos que avaliavam os efeitos da EUGENIA, para aprimoramento e embelezamento da espécie humana. Hitler era um seguidor e incentivador. Houve quem quisesse associar a pesquisa de Sheldon a outras finalidades. Não era a intenção do doutor William Sheldon.
Outros estudos associados: a fisiognomia é tratada mais recentemente como tema de estudos e pesquisas.
Em 1998, a escritora e terapeuta americana ROSE ROSETREE desenvolveu um método próprio de fisiognomia, nas décadas de 80 e 90, fruto de suas experiências e de aplicação de técnicas. É considerada a precursora da fisiognomia no mundo ocidental. Seus livros  THE POWER OF FACE READING, e outro, WRINKLES ARE GOD´MAKEUP, expõem suas experiências e constatações.
A abordagem da fisiognomia de ROSE ROSETREE rompeu uma visão médico-psiquiátrica que dominava a observação do comportamento das teorias anteriores.
Finalmente, existem aplicações policiais sobre a fisiognomia em tecnologia da informação, utilizada nos aeroportos. Qualquer que seja essa aplicação, não deixa de ser uma leitura informativa, dentro da semiótica que, quer queira, quer não, domina a área completa da comunicação.
Estão presentes Saussure e Peirce, quaiquer que sejam os métodos avançados de aplicação. Assim como as radiografias e os exames laboratoriais, as mensagens devem ser lidas e interpretadas. E elas precisam de bons leitores.    
        
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